
Beba!
Pois a água viva
Ainda tá na fonte
Você tem dois pés
Para cruzar a ponte
Nada acabou!
Não! Não! Não!...

Tente!
Levante sua mão sedenta
E recomece a andar
Não pense
Que a cabeça agüenta
Se você parar
Não! Não! Não!
Não esperes que te amem ...Ama!






Lya Luft




Hoje é um dia especial ,eu nasci num dia 22, acho até que deveria ser feriado nacional, mas....
Mas o que realmente importa é que hoje me reuni com pessoas afins.
Queridas pessoas que me cobrem de carinho e são o foco do meu carinho ,algumas muito proximas,
outras nem tanto , outras até bem distantes do outro lado do planeta, mas todas fazem parte da minha
mesa e participam do meu quinhão de amor.
Obrigado meus amigos, meus irmãos, meus filhos e meu amor.
Com vocês esse dia é muito especial , e realmente deveria ser Feriado Nacional...
O DIA DA AFINIDADE
(Miguel)
AFINIDADE
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
O mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo sobre o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois
que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples
e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos
fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavra.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com.
Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar.
Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Só entra em relação rica e saudável com o outro,
quem aceita para poder questionar.
Não sei se sou claro: quem aceita para poder questionar,
não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é.
E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso.
Isso é afinidade.
Mas o habitual é vermos alguém questionar porque não aceita
o outro como ele é. Por isso, aliás, questiona.
Questionamento de afins, eis a (in)fluência.
Questionamento de não afins, eis a guerra.



A poesia existe.
Independente da questão do ser ou não ser.
Brota numa rachadura de quintal, num campo aberto, no meio do mar.
Nasce dentro dos poetas quando o terreno é fértil.

O êxito no caminho do CONHEÇA-TE manifesta-se num olhar sábio diante da realidade que nos rodeia, diante do panorama mundial. Somente quem é capaz de conhecer a si próprio, na profundidade e riqueza que tal conhecimento implica, é capaz de amar e idealizar um mundo melhor .
De fato, é fundamental superar as alegrias, as tristezas , a auto comiseração ou a indulgência para consigo próprio e abrir-se à novidade sincera de que o conheça-te continuamente nos provoca, de outros rostos e diferentes realidades. Um caminho solitário e sincero ampara e promove uma leitura harmónica e fecunda de si mesmo e do mundo.
É necessário coragem para abarcar a grande e dolorosa empreita , muitos serão os momentos dificeis ,
enormes os percalços intimos , mas gratificantes e efetivos na plenitude do objetivo alcançado.
Conhecer-se vale a pena, conhecer-se é a única saida!

A chuva escorre molhando o âmago da noite
mostra-me o interminável fuso
donde teço minhas elucubrações divagadas
entre um pensamento opaco, outro confuso.
Os caminhos se tornam escarpas
e de tanto suplicar amor gastei vida e lágrimas
mas hoje sou um novo homem
achei a rota perdida.
Encontrei-a numa senda de estrelas
sem bússola, sem nada
Enterrado na argila até as tíbias
foste minha corda de arrasto
A chuva escorreu, molhou o âmago da noite
me mostrou no seu ventre, que do lamento
surge a esperança,das angústias surgem encantos,
que a renovação acontece a qualquer momento
Há pássaros ,há gente
Nesta noite que a chuva molha
meus pecados foram perdoados
minha vida retomada ,a sorte me olha e sorri.