17 novembro, 2008

Eterna Mente


A Paciência é diretamente proporcional ao propósito. Se você realmente quer, sabe o que quer, você tem Paciência. Quando você não tem bem certeza do que quer, você é apressado, você quer chegar logo para ver se satisfaz, porque se não satisfaz, você vai para outro propósito, e se não satisfaz, vai para outro... Esse é o caminho da maioria das pessoas: elas fazem muitas coisas, uma porção de coisas, mas nunca fazem realmente nada, porque não sabem o que querem.


Aquele que já sabe o que quer, que sabe que vai encontrar, que já sentiu pelo menos que vai encontrar, esse não tem pressa. Esse sabe que na própria continuação do dia-a-dia, de cada instante do dia, ele estará prendendo aquilo que ele deseja, porque o que ele deseja - se for o Propósito Universal - está dentro dele. Então, a cada instante, a cada olhar, a cada fato ouvido, a cada palavra ouvida, a cada pessoa, a cada aura tocada, a cada sensação fornecida pelos cinco sentidos, será uma lição para ele. Ele estará sempre aprendendo.

Isso é importante! É muito importante que não se diga agora para vocês, porque o sabor das coisas você só vai conseguir se começar a realmente observar tudo.

A Paciência, então, é autocultivada quando você sabe o que quer. Ela vai sozinha. Ela aparece sozinha, porque a falta de Paciência geralmente está relacionada com o perder tempo, quer dizer, "estou perdendo tempo, estou aqui sem fazer nada; será que é o que eu quero, será que não é...?" Bom, então não se entendeu ainda o principal, e o principal é que você nunca está perdendo tempo, desde que você saiba que a cada instante muitas lições estão se apresentando ao seu redor. Sempre você está tendo uma lição, a cada instante você está aprendendo. Mas é preciso que você saiba pelo menos o que você quer - O Objetivo Da Sua Vida!

Dr. Celso Charuri - 21/12/1979


PERDÃO COMO LEI CIENTÍFICA DO EQUILÍBRIO MENTAL


Os que não perdoam guardam o rancor dentro de seus corações. Nesse estado de espírito, ofendido e ofensor ficam ligados pelos pensamentos sombrios: ódio, vingança, malquerer etc. Quando, porém, predispomo-nos não só a perdoar como também a esquecer, libertamo-nos do nosso ofensor, e abrimos caminho para os horizontes mais vastos da transcendência de nosso espírito imortal.


Jesus disse que deveríamos perdoar não sete, mas setenta vezes sete, o exercício do perdão não tem limites, ou seja, sempre que o motivo da injúria ou da ofensa nos visitar a mente, devemos enviar ao ofensor vibrações de paz e harmonia como um contra fluxo aos pensamentos sombrios. O exemplo de Gandhi é muito sugestivo: indagado sobre o perdão, dissera que nunca havia perdoado, porque nunca recebera ofensa de quem quer que seja.



Israel Kamakawiwoole/Somewhere Over The Rainbow

2 comentários:

Ana Bernasconi disse...

Não vou querer obviamente me comparar a Gandhi,mas acho q instintivamente sigo essa linha de não me chatear a ponto de nem precisar perdoar.Acho q isso também já fez parte de um aprendizado. De qualquer forma, não ter rancor no coracao, sempre somente pode atrair boas energias, e reverter pra nós mesmos.
Belo texto, Miguel!Parabéns!

Estela disse...

Ahhhh Miguel e Ana..., tenho muito que aprender, porque ultimamente não tenho paciência..., tenho que saber o que quero..., mas e quando sabemos o que queremos, e as coisas não corroboram ao nosso favor????